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Blog de pr-off gallileo - Alberto Ribeiro Rosa Júnior -

literatura



No dia da aviação ( show Zona Norte)  falemos do diferente, falemos do  mar....

 

MAR. MANHÃ

 


Suavemente grande avança
Cheia de sol a onda do mar;
Pausadamente se balança,
E desce como a descansar.


Tão lenta e longa que parece
Duma criança de Titã
O glauco seio que adormece,
Arfando à brisa da manhã.


Parece ser um ente apenas
Este correr de onda do mar,
Como uma cobra que em serenas
Dobras se alongue a colear.


Unido e vasto e interminável
No não sossego azul do sol,
Arfa com um mover-se estável
O oceano ébrio de arrebol.


E a minha sensação é nula,
Quer de prazer, quer de pesar...
Ébria de alheia a mim ondula
Na onda lúcida do mar.

 

Fernando Pessoa


Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 12:45:19
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tq

 

MONGELLI, Lênia Márcia (Org.). Trivium & Quadrivium. As artes liberais na Idade Média. Cotia (SP): Íbis, 1999



Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 16:09:57
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machado de assis - contos nono ano....

 

Aqui seguem os contos para a prova de segunda-feira.

Download - Descarga



Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 20:59:58
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serge

 

Hoje, numa aula de acentuação gráfica, meus pupilos acabaram conhecendo um grande PONTO na vida deste que vos escreve. Serge Gainsbourg (...) Bem, não tenho muito o que falar dele... após fantástica exposição de setembro no Sesc SP - Av. Paulista.

Mas, alguns pequerruchos se interessaram nele...

então deleitem-se

Aux Armes Et Caetera lettre

Allons enfant de la patrie
Le jour de gloire est arivé
Contre nous de la tyrannie
L'étendard sanglant est levé
Aux armes et caetera
Entendez-vous dans les campagnes
Mugir ces féroces soldats
Ils viennent jusque dans nos bras
Egorger nos fils nos compagnes
Aux armes et caetera
Amour sacré de la patrie
Conduis soutiens nos bras vengeurs
Liberté liberté cherie
Combats avec tes défenseurs
Aux armes et caetera
Nous entrerons dans la carrière
Quand nos aînés n'y seront plus
Nous y trouverons leur poussière
Et la trace de leurs vertus
Aux armes et caetera

O tube acima mostra a irreverência do poeta e deixa o hino Marselhesa mais  sensual e desposjado. OS franceses odiaram, mas é sencional..

aux armes et caetera (vi minha professora chorar ao entoar o trecho original tão famoso e vai lá Gainsbourg e facilita pra todo mundo.

 



Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 11:18:39
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Vicente de Carvalho - Poemas e Canção - 1908

 

Aves fugidias que passais em bando
pelo azul da tarde sobre o azul do mar,
aves fugidias que passais cantando,
que fazeis? Passar.

De repente surgis. No vasto céu
um turbilhão de alvura de repente cresce;
passa, afasta-se, e ao longe, e como apareceu
desaparece.

Brancura macia de plumas, rumor leve
de asas que ruflam devagar,
passais como flocos de neve
que sussuram no vento e se desfazem no ar.

De tudo isso que resta? Um quase nada: apenas
em meu olhar distraído
a vaga impressão de uma alvura de penas,
e o eco de um rumor cantando em meu ouvido.

Ed. Saraiva, SP, 1962, 16ª ed.



Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 15:47:14
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teatro de Sófocles

 

Li este livro durante a última semana. Ótima indicação para começar a entender o teatro grego. História que serviu para Freud como base de sua psicologia edipiana e que mudou o jeito de ver o mundo e as relações sociais.

Há no mercado duas editoras que apresentam estes livros a preços módicos.

Procurem....vocês se interessarão.



Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 23:50:02
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MAIS UMA OBRA (ADAPTADA) PARA SE OUVIR NO MP3

Esta semana, resolvi postar mais um audio (mp3) , da obra realista "O cortiço" , de Aluísio de Azevedo. Quis a felicidade ter me presenteado, por uma grande amiga e professora,  com uma cópia do filme que há muito não conseguia obter. Podemos, se for do interesse dos estudantes, agendar uma exibição. A qualidade da cópia (vhs-dvd) é meio sofrível, mas a adaptação é fantástica.

 

 

 

DONWLOAD - CORTIÇO



Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 01:25:00
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História legal...mp3 melhor...

Em 2000, o ano que eu prestei meu último vestibular, circulava nos meandros estudantis uma coleção de cdzinhos que traziam as obras literarias brasileiras adpatadas. Chamava-se LIVRO VIVO da revista Caras, às vezes vejo pelos sebos sendo vendidos a preço de R$ 15,00 . No entanto, aqui você poderá baixar o mp3 e escutar em seus aparelhinhos para melhor se preparem para as provas. Boa audição

 

 

DOWNLOAD DOM CASMURRO MP3



Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 15:27:42
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USP - UNICAMP Lista unificada de livros que serão exigidos no FUVEST 2010

O Conselho de Graduação (CoG) da USP, em reunião realizada no dia 13/11/2008, aprovou a lista de obras de leitura obrigatória para o FUVEST 2010.

HOUVE alteração em relação ao Vestibular passado. As três obras modificadas pela nova lista estão destacadas em negrito.


  • Auto da barca do inferno - Gil Vicente;
  • Memórias de um sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida;
  • Iracema - José de Alencar;
  • Dom Casmurro - Machado de Assis;
  • O cortiço - Aluísio Azevedo;
  • A cidade e as serras - Eça de Queirós;
  • Vidas secas - Graciliano Ramos;
  • Capitães da areia – Jorge Amado;
  • Antologia poética (com base na 2ª ed. aumentada) – Vinícius de Moraes.



Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 18:05:57
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SLAUGHTERHOUSE-FIVE - Literatura moderna internacional

Começarei a leitura de um romance sobre a Segunda Guerra Mundial - Comentarei assim que tiver qualquer impressão.

MATADOURO 5 - Kurt Vonnegut

 



Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 21:03:02
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Elementar, meu caro Watson!

“É meu dever saber das coisas.Talvez eu me tenha treinado para ver aquilo que os outros olham superficialmente” (Sherlock Holmes) Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior



Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 17:35:28
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Rimbaud # 1

Alquimia do verbo

A mim. A história de uma de minhas loucuras. Há muito tempo eu me gabava de possuir todas as paisagens possíveis, e achava irrisórias as celebridades da pintura e da poesia moderna.
Eu amava as pinturas idiotas, enfeites de portas, cenários, telas de saltimbancos, bandeiras, gravuras populares; a literatura fora de moda, o latim de igreja, livros eróticos sem ortografia, romances de nossas bisavós, contos de fadas, pequenos livros da infância, velhas óperas, refrões tolos, ritmos ingênuos.
Eu sonhava cruzadas, viagens de descobrimentos sem relatos, repúblicas sem história, guerras de religião abafadas, revoluções de costumes, deslocamentos de raças e continentes: eu acreditava em todos os encantos.
Inventei a cor das vogais! - A preto, E branco, I vermelho, O azul, U verde. - Regulei a forma e o movimento de cada consoante, e, com ritmos instintivos, me lisonjeava de inventar um verbo poético acessível, cedo ou tarde, a todos os sentidos. Eu reservava a tradução.
Foi primeiro um estudo. Escrevia silêncios, noites, anotava o indizível. Fixava vertigens.

Longe dos pássaros, dos rebanhos, das aldeãs,
Que bebia eu, de joelhos nesta mata
Rodeada de tenros bosques de avelãs,
Na neblina de uma tarde verde e pacata?

Que poderia beber neste jovem riacho,
- Arvores sem voz, grama sem flores, céu coberto! -
Beber nestas cabaças amarelas, longe do meu lar
Querido? Algum licor de ouro que faz suar.

Eu parecia suspeita placa de taberna.
- Uma tormenta veio expulsar o céu. De noite
A água dos bosques perdia-se nas areias virgens,
O vento de Deus jogava gelos às margens;

Chorando eu via ouro - e não pude beber. -

* * *

Verão, quatro horas da madrugada,
O sono de amor ainda dura agora.
Sob o arvoredo se evapora
O cheiro da noite festejada.

Lá embaixo, em sua vasta obra
No sol das ilhas de coqueiros,
Já se agitam - a camisa em dobra -
Os carpinteiros.

Em seus Desertos de espuma, com tranqüilidade,
Preparam os tetos preciosos
Onde a cidade
Pintará céus enganosos.

Ó, para estes Operários de encantos
Súditos de um rei de Babilônia,
Vênus! Deixa um instante os Amantes
Cuja alma é coroa e sonha.

Ó Rainha dos Pastores,
Leva a aguardente aos trabalhadores,
Que estejam em paz os seus vigores
Aguardando o banho de mar ao meio-dia.

***

A velharia poética tinha uma boa parte na minha alquimia do verbo.
Eu me acostumava com a alucinação simples: eu via muito francamente uma mesquita no lugar de uma fábrica, uma escola de tambores feita por anjos, coches nas estradas do céu, um salão no fundo de um lago; os monstros, os mistérios; um título de comédia levantava horrores na minha frente.
Depois explicava meus sofismas mágicos com a alucinação das palavras!
Acabei por achar sagrada a desordem do meu espírito.
Eu era ocioso, tomado por uma pesada febre: invejava a felicidade dos bichos - as lagartas, que representam a inocência dos limbos, as toupeiras, o sono da virgindade!
Meu temperamento se amargurava. Eu dizia adeus ao mundo em espécies de cantigas:


Canção da mais alta torre

Que venha, que venha
O tempo da paixão.

Tive tanta paciência
Que para sempre esqueço.
Temor e penitência
Aos céus partiram.
E a sede doentia
Me escurece as veias.

Que venha, que venha
O tempo da paixão.

Assim o prado
Ao esquecimento deixado,
Engrandece, e floresce
De joio e incenso,
Ao zumbir tenso
Das moscas sujas.

Que venha, que venha,
A paixão que se empenha.

Eu amava o deserto, os pomares queimados, as lojas desbotadas, as bebidas mornas. Eu me arrastava nas vielas fedidas e, os olhos cerrados, me oferecia ao sol, deus de fogo.
"General, se sobrar um velho canhão nas tuas muralhas em ruínas, bombardeia-nos com blocos de terra seca. Nas vitrines das lojas maravilhosas! Nos salões! Faz a cidade comer o seu pó. Enferruja as bicas. Enche os quartos femininos de pó de rubis ardendo..."
Oh! O mosquitinho bêbado no mictório do albergue, amoroso da borragem¹, e que dissolve um raio!

(¹ Borragem: erva da família das sudoríficas, também chamada borracha no Sul do Brasil.)

Fome

Se tenho gosto não é senão
Só pelas pedras e pelo chão,
Almoço de ar então,
De rochedo, de ferro, de carvão.

Minhas fomes, girem. Pastem, fomes,
O campo dos farelos.
Atraiam o alegre veneno
Das campainhas-amarelas.

Comam cascalho quebrado que seja,
As velhas pedras da igreja;
Lascas dos antigos dilúvios,
Pães semeados nos vales cinza.

O lobo gritava sob as folhas
Cuspindo as belas penas
Do meu almoço de aves presumo:
Como ele me consumo.

As frutas, as saladas
Só esperam a colheita;
Mas a aranha das valadas
Não come senão violeta.

Que eu durma! que eu ferva
Nos altares de Salomão.
Na ferrugem corre o borbotão
E se mistura ao Cedrão.

Enfim, ó felicidade, ó razão, eu separava do céu o azul, que é preto, e vivi, faísca de ouro da luz natureza. De alegria, tomei uma expressão palhaça e perdida ao máximo:

Foi reencontrada!
O quê? A eternidade
É o mar
que o sol invade.

Minha alma eterna
Cumpre a tua promessa
Apesar da noite só
E do dia em fogo.

Então te desprendes
Dos humanos sufrágios,
Dos comuns impulsos!
Tu voas segundo...

- Nunca a esperança.
Nada de orietur ²
Ciência e paciência,
Certa é a tortura.

Sem mais amanhãs,
Brasas de satim,
Vosso ardor
É o dever.

Foi reencontrada!
O quê? A Eternidade.
É o mar
Que o sol invade.

(¹ Cedrão: riacho que separa Jerusalém do Monte das Oliveiras. ² Orietur : forma do verbo orior, levantar-se, sair do leito.)

Me tornei uma ópera fabulosa: vi que todos os seres têm uma fatalidade de felicidade: a ação não é a vida, mas uma maneira de desperdiçar alguma força, uma enervação. A moral é a fraqueza do cérebro.
A cada ser, várias outras vidas me pareciam devidas. Este senhor não sabe o que faz: ele é um anjo. Esta família é uma ninhada de cachorros. Frente a muitos homens, eu falava bem alto com um momento de uma de suas outras vidas. Assim, eu amei um porco.
Nenhum dos sofismas da loucura — a loucura que se tranca — foi por mim esquecido: poderia dizê-los todos, eu tenho o sistema.
A minha saúde foi ameaçada. O terror vinha. Eu caía em sonos de vários dias e, levantado, continuava os sonhos os mais tristes. Estava maduro para a morte, e por uma estrada de perigos a minha fraqueza me levava aos confins do mundo e da Ciméria; ³ pátria da sombra e dos turbilhões.
Tive de viajar, distrair os encantamentos juntados no meu cérebro. No mar, que eu amava como se fosse me lavar de uma mancha, eu via levantar-se a cruz consoladora. Tinha sido danado pelo arco-íris. A felicidade era minha fatalidade, meu remorso, meu verme: a minha vida seria sempre imensa demais para ser consagrada à força e à beleza.
A Felicidade! O seu dente, doce à morte, me avisava no canto do galo — acl matutinum ao Christus venit — nas mais sombrias cidades:

³A Ciméria era para os antigos a região coberta de neblinas nos confins da Terra.

Ó estações, ó fortalezas
Que alma é sem fraquezas?

Fiz o mágico estudo
Da felicidade para tudo.

Salve ela cada vez
Que canta o galo gaulês.

Ah! não terei mais vontade
Ela carregou minha mocidade.

O charme tomou corpo e alma
E ofereceu a calma.

Ó estações, ó fortalezas!

A hora de sua fuga sem sorte!
Será a hora da morte.

Ó estações, ó castelos!

Isto passou. Sei hoje saudar a beleza.

***



Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 15:48:22
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Casa Verde, pra te quero

Olá, alunos do 8º A - Marillac.
Aqui está um arquivo para baixar, caso vocês não tenham conseguido ler "O Alienista", Machado de Assis.

 

Visitem: http://estudomachado.weebly.com



Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 20:46:43
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Cândido ou Otimismo - Voltaire PDF - OK

Clique na imagem para download

Este livro é para os meu alunos do 2º ano do Ensino Médio, leitura facultativa para o curso de literatura e história com o professor Fábio.



Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 22:27:17
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ROMEU E JULIETA - PDF - agora funcionando...



Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 12:54:24
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Livro do mês de julho

Dois irmãos. Milton Hatoun

 



Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 19:54:29
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Monteiro Lobato

Sorry ... for being so late.

Mas o que eu queria escrever sobre Monteiro precisou esperar até que eu re-lesse o livro O Choque das Raças ou O Presidente Negro - um romance americano em 2228. Após ouvir, numa palestra do Anglo, o professor Perluiggi Piazzi falar muito mal deste texto, recriminá-lo, fiquei encafifado e nas celebrações dos cinqüenta anos da morte de Monteiro Lobato não pude me conter. Bem, a releitura foi feita, após 14 anos e tenho algo muito sincero a dizer. Monteiro Lobato não só me alfabetizou com sua maravilhosa coleção infanto-juvenil como também plantou caquinhas de Jeca nas minhas cacholas já quando “teen” e me permitiu ver que ele foi um incompreendido na sua época e o é até hoje.

Confesso que a leitura por muitas vezes nos joga no mato sem cachorro por tratar de assuntos como eugenia, conflitos raciais e outras milhões de deturpadas idéias que permeavam a imaginário dos tristes anos 20 do século passado (XX), como se fossem conversa de botequim. Mas não leia como se a proposta (visões) mostrada pela protagonista, a jovem órfã Jane, fosse a solução para os problemas da América. Vi neste fato, um exagero pelo qual o autor nos alertava no que as idéias vigentes da época nos conduziriam. (corrijam-me se estiver errado).Mesmo assim, ler o romance moderno de Miss Jane e o senhor Ayrton, me sentir como “éter em vibração”, imaginar que ML. já previra trabalhos em casa, que as notícias seriam irradiadas para um painel nas nossas casas e outras tantas modernidades atuais é bastante curioso para alguém educado em Tremembé.

Esse autor é no mínimo um ser sui generis. Pensando que no Brasil nossos intelectuais na mesma época se viam metidos a MEDALHÕES e que boa parte da população estava carente de leitura e embasbacada pelo galicismo que assombrava as LETRAS nacionais. Recomendo leitura deste ótimo livro. A escolha do tema é pesada, não tem nada de profético, mas é no mínimo intrigante ver a adequação à outros tempos que não o dele. Estamos ainda aquém de compreendermos Monteiro. Contudo, não menos habilitados a contemplarmos um autor além das classificações literárias e longe de ser só um produto Global. O livro escrito em 1926 foi mal recebido nos E.U.A. por se tratar de uma visão muito horripilante e desumana.

Contudo, só em 1968 foi que os ianques começaram tratar negros e brancos de forma mais igualitária. Por força de uma pressão interna pelos direitos civis, M.Luther King. e companhia, Panteras Negras. Imaginem como ML. poderia conceber o futuro de um país que obrigava jazzistas se apresentarem duas vezes no mesmo show. Uma para brancos e outra para os negros. Isso em plena década de 30, 40 e 50.

 Alberto Ribeiro Rosa Júnior



Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 18:43:45
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Das Glasperlenspiel

Dica #1 de leitura: O jogo das contas de vidro, Herman Hesse.

Hermann Hesse - Aproveitando que amanhã será comemorado seu aniversário (2 de julho de 1877). Esse excelente escritor suiço-alemão tem muitos leitores no Brasil. Suas obras mais lidas em terras tupiniquins são Lobo da Estepe, Demian, Viagem o Oriente - este que foi meu primeiro contato com a obra de Hesse.- Sidarta, o romance mais conhecido.

O que dizer deste prêmio Nobel de literatura… Recomendo àqueles que começaram suas férias regados pelo ócio e o laconismo, a leitura de um livro fantástico de Hesse, O Jogo das Contas de Vidro, uma leitura instigante e comovente por uma sociedade futurista e caricata que em 2200 se lança a pensar e buscar um nível mais evoluído de vida.

 

Hoje é primeiro de julho de dois mil e oito.



Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 11:34:00
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bookcrossing

O "bookcrossing", ato de deliberadamente espalhar livros pela cidade para que sejam lidos por estranhos, está fazendo sucesso na capital espanhola. Para participar, basta cadastrar o livro em um site e deixá-lo em algum lugar da cidade. Assista à reportagem da agência EFE:



Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 02:00:43
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poemas

Alfred Musset - ontem foi aniversário de morte

"A mulher é como a tua sombra: se corres atrás dela, ela correrá à tua frente, se corres à frente dela, ela vem atrás de ti.



Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 01:27:03
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Músicas para o Vestibular Literatura

Muito bom para professores ou simplesmente para estudar e memorizar os principais tópicos da Literatura através de músicas muito bem boladas:

01 - O Vanerão do Barroco
para baixar clique aqui
02 - A Timbalada do Arcadismo
para baixar clique aqui
03 - O Romantismo Country
para baixar clique aqui
04 - O Baião do Realismo
para baixar clique aqui
05 - O Samba Enredo do Naturalismo
para baixar clique aqui
06 - O Parnasianismo Sertanejo
para baixar clique aqui
07 - O Rap do Simbolismo
para baixar clique aqui
08 - O Pagode do Pré Modernismo
para baixar clique aqui
09 - O Melô do Modernismo
para baixar clique aqui



Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 20:44:10
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4º Ciclo de Palestras na Galeria Olido

 

Vestibular e Literatura inicia ciclo na Galeria Olido

O ciclo Vestibular e Literatura inicia atividades, dia 5 de abril, às 10h, em novo local: a sala Olido, na Galeria Olido

As aulas ministradas por professores especializados em literatura são indicadas aos jovens candidatos ao vestibular das Faculdades Unicamp, PUC e USP. Os livros abordados em cada prova serão analisados pelos alunos. A obra Vida Secas, de Graciliano Ramos é a primeira a ser abordada.

Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida, Poemas Completos, de Alberto Caieiro, A rosa do povo, de Carlos Drummond de Andrade, Iracema, de José de Alencar, Sagarana, de Guimarães Rosa, O velho da horta, de Gil Vicente e A cidade e as Serras, de Eça de Queirós completam o programa.

O encerramento do primeiro semestre, dia 14 de junho, fica por conta da obra de Machado de Assis, Dom Casmurro.

Os interessados devem chegar com 1 hora de antecedência. Informações pelos telefones: 3241-3459 ou 3256-5270 r: 206. Pelos e-mails aeaviviani@prefeitura.sp.gov.br ou dperelmutter@prefeitura.sp.com.br. Falar com Daisy Perelmutter ou Ana Elisa. A entrada de alunos será organizada por ordem de chegada com o limite de 300 pessoas. 

Serviço: Sala Olido – Galeria Olido. Av. São João, 473. Centro. Grátis

Programação completa abaixo

4º Ciclo de Palestras na Galeria Olido

  • 05/04Vidas Secas - Graciliano Ramos  - Prof. Carlos Eduardo Siqueira
  • 12/04 - Memórias Sargento Milícias - M.A Almeida Profª. Edilene Dias Matos
  • 19/04 - Poemas Completos - Alberto Caieiro - Prof. Fernando Segolin
  • 26/04 - A rosa do Povo - Carlos Drummond  - Profª Ana Maria Salles
  • 10/05 - Iracema - José de Alencar - Prof. Carlos Eduardo Siqueira
  • 17/05 - Sagarana - Guimarães Rosa - Prof. Erson Martins
  • 31/05 - O velho da horta - Gil Vicente - Prof. Fernando Segolin
  • 07/06 - A cidade e as Serras - Eça de Queirós - Profª Vera Bastazin
  • 14/06 - Dom Casmurro - Machado de Assis - Profª Maria Aparecida Junqueira

 

 



Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 17:47:14
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Dia Nacional da Poesia - 14 de março

Os poemas
 

Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto
alimentam-se um instante em cada par de mãos
e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhoso espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti...
 
Fonte:
QUINTANA, Mário. Esconderijos do tempo. Porto Alegre: L&PM,1980.



Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 15:27:25
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Unicamp e Fuvest mantêm lista de livros unificada para o vestibular 2009

Unicamp e Fuvest mantêm lista de livros unificada para o vestibular 2009

 Pelo terceiro ano consecutivo, a Fuvest, responsável pela seleção da USP (Universidade de São Paulo), e a Comvest, que organiza o vestibular da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), decidiram manter a relação das obras literárias obrigatórias para seus vestibulares.

Continuam valendo, portanto, os seguintes livros para o processo seletivo de 2009:

  • "Auto da Barca do Inferno", de Gil Vicente;
  • "Memórias de um Sargento de Milícias", de Manuel Antônio de Almeida;
  • "Iracema", de José de Alencar;
  • "Dom Casmurro", de Machado de Assis;
  • "A Cidade e as Serras", de Eça de Queirós;
  • "Vidas Secas", de Graciliano Ramos;
  • "A Rosa do Povo", de Carlos Drummond de Andrade;
  • "Poemas Completos", de Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa);
  • "Sagarana", de João Guimarães Rosa.

    Segundo a assessoria de imprensa da Comvest, a intenção de manter as mesmas obras por três anos consecutivos é vincular com o período do ensino médio.

    A lista dos livros foi unificada pela Fuvest e Comvest no vestibular de 2007, 20 anos após a separação dos processos seletivos da Unicamp e da USP, acontecida em 1987.

    Essa relação também vale para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e para a Academia de Polícia Militar do Barro Branco, que selecionam seus candidatos à graduação juntamente com a USP, e para a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), que integra o Vestibular Unicamp.
  • (fonte: http://vestibular.uol.com.br/ultnot/2008/02/14/ult798u22115.jhtm)


  • Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 09:43:37
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    ARCADISMO - REVISÃO 1

    "Lede, que é tempo, os clássicos honrados;
    Herdai seus bens, herdai essas conquistas,
    Que em reinos dos romanos e dos gregos
    Com indefeso estudo conseguiram.

    Vereis então que garbo, que facúndia
    Orna o verso gentil quanto sem eles
    É delambido e peco o pobre verso.
    Lede, que é grande cegueira esse descuido."
    (Filinto Elísio -árcade português) .

    MÁXIMAS HORACIANAS - Temas que serviram de inspiração para os poetas árcades.

    i) Inutilia truncat ("as inutilidades devem ser banidas");

    ii) Fugere urbem ("fugir da cidade");

    iii) Locus amoenus ("local ameno");

    iv) Carpe diem("aproveitar o momento") e

    v) Aurea mediocritas ("mediocridade do ouro").

     



    Escrito por Alberto Ribeiro Rosa Júnior às 23:17:07
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