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Blog de pr-off gallileo - Alberto Ribeiro Rosa Júnior -


VÍRGULAS: DEPOIS DO SUJEITO E COM ADVÉRBIO DE MORO

Não Tropece na Língua

VÍRGULAS: DEPOIS DO SUJEITO E COM ADVÉRBIO DE MODO

“Há regra para colocação de vírgula ? Eu costumo empregar o método da respiração .” Assim escreveu, com muita espontaneidade , o leitor Adelino Miranda, de Porto Alegre /RS.

 

Como já tivemos oportunidade de dizer , não se coloca vírgula de ouvido simplesmente ; não há uma necessária conexão entre vírgula e pausa – “ nem a toda pausa corresponde uma vírgula , nem a toda vírgula corresponde uma pausa ...”, sustenta Celso Luft. O fato é que a vírgula obedece a critérios sintáticos , não se devendo separar os termos da oração unidos sintaticamente, ou seja, colocar vírgula entre sujeito e verbo , entre verbo e complementos , a não ser que haja encaixes entre esses elementos .

 

Vírgula entre sujeito e predicado / verbo é erro , conseqüentemente . Maus exemplos :

 

*O Laboratório Botânico, está completando 15 anos .

*As conquistas recentes e o seu carisma, colocam Guga como o tenista mais popular de todo o circuito .

*A inobservância das obrigações estabelecidas nesta lei, sujeitará o infrator às penas previstas na legislação .

      

Exemplos corrigidos:

 

O Laboratório Botânico está completando 15 anos .

 

As conquistas recentes e o seu carisma colocam Guga como o tenista mais popular de todo o circuito .

 

A inobservância das obrigações estabelecidas nesta lei sujeitará o infrator às penas       previstas na legislação .

 

Desconfie da vírgula antes do verbo ! Ela só estará ali se houver um encaixe ou intercalação , que se marca por duas vírgulas :

 

Errado: O 1° Congresso Internacional de Educação Holística – CIEH, foi lançado com festa .  [ não vai a vírgula mesmo que na leitura se faça pequena pausa depois da sigla ]

Certo:  O 1° Congresso Internacional de Educação Holística – CIEH foi lançado com festa .

Com encaixe: O 1° Congresso Internacional de Educação Holística – CIEH, a ser promovido pelo Colégio Coração de Jesus, foi lançado com festa .

 

Observemos mais dois exemplos em que o sujeito está separado do seu predicado por uma intercalação entre vírgulas :

 

A propriedade utilizada pelo ex-governador Hercílio Luz para passar os dias de descanso no distrito de Taquaras, em Rancho Queimado /SC, está prestes a se transformar num empreendimento que unirá lazer e preservação do patrimônio .

 

A globalização , seja de forma direta ou indireta , está expondo os agricultores do Mercosul a um perigo mais forte :  o de servirem de cobaias para agrotóxicos que são proibidos em países da Europa.

 

-

 

“Os advérbios terminados em mente são necessariamente colocados entre vírgulas ?” Mirian Silva Rossi, São Paulo/SP

 

De jeito nenhum ! Veja algumas boas frases : Esta é uma medida tecnologicamente possível . Falou incansavelmente para a multidão . Saiu-se razoavelmente bem . Ele disse que lamentavelmente não havia condições de retorno . As cores azul e verde correspondem respectivamente aos grupos 10 e 11.

 

Você só colocará o advérbio de modo (terminado em “-mente”) entre vírgulas se quiser dar ênfase especial ao que ele expressa , por exemplo : Ontem, infelizmente , não nos encontramos no colégio .  As cores azul e verde correspondem, respectivamente , aos grupos 10 e 11.

* Maria Tereza de Queiroz Piacentini - Diretora do Instituto Euclides da Cunha e autora dos livros "Só Vírgula", "Só Palavras Compostas" e "Língua Brasil - Crase, pronomes & curiosidades"



Categoria: gramática
Escrito por prof. gallileo às 23:51:44
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MEUS OITO ANOS - (II)

 Este trabalho tem por sentido servir como estimulo para pesquisa sobre o Romantismo. Leia as questões abaixo e pesquise. Produza um material escrito e apresente respostas a todos comentários.

 

SOBRE O POEMA

 

1)       Uma das características românticas é a volta ao passado ou à influência como forma de fugir do momento presente. Aponte os versos que comprovam essa postura.

 

Observe:

 

“Pobre velha música!

Pobre velha música!

Não sei por que agrado,

Enche-se de lágrimas

Meu olhar parado.

Recordo outro ouvir-te,

Não sei se te ouvi

Nessa minha infância

Que me lembra em ti.

 

Com que ânsia tão raiva

Quero aquele outrora!

E eu era feliz? Não sei:

Fui-o outrora agora.”

 

Fernando Pessoa.

 

2)       Explique os dois últimos versos.

 

3)       Compare o texto de Casimiro de Abreu com o de Fernando Pessoa. Qual a visão de cada um sobre o passado e a infância?



Categoria: literatura
Escrito por prof. gallileo às 20:27:34
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Primeiramente leia este texto e tente sentir o que o poeta passa ao leitor pelas escolhas das palavras.

Amanhã, dia 2 de dezembro, colocaremos as questões referentes a este texto. Boa leitura e bem vindo ao NOVO curso de literatura do Blog pr-off



Escrito por prof. gallileo às 17:51:41
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MEUS OITO ANOS -

  MEUS OITO ANOS

                Casimiro de Abreu

 

Oh que saudades que tenho

Da aurora da minha vida,

Da minha infância querida

Que os anos não trazem mais

 

Que amor, que sonhos, que flores,

Naquelas tardes fagueiras,

A sombra das bananeiras,

Debaixo dos laranjais.

 

Como são belos os dias

Do despontar da existência

– Respira a alma inocência,

Como perfume a flor;

 

O mar é – lago  sereno,

O céu –  um manto azulado,

O mundo um – sonho dourado,

A vida – um hino de amor !

 

Que auroras, que sol, que vida

Que noites de melodia,

Naquela doce alegria,

Naquele ingênuo folgar

 

O céu bordado de estrelas,

A terra de aromas cheia,

As ondas beijando a areia

E a lua beijando o mar !

 

Oh! dias de minha infância,

Oh! meu céu de primavera !

Que doce a vida não era

Nessa risonha manhã

 

Em vez das mágoas de agora,

Eu tinha nessas delicias

De minha mãe as carícias

E beijos de minha, irmã !

 

                     (...)

 

Oh! que saudades que tenho

Da aurora da minha vida

Da, minha infância querida

Que os anos não trazem mais

 

Que amor, que sonhos, que flores,

Naquelas tardes fagueiras,

A sombra das bananeiras,

Debaixo dos laranjais!

(Lisboa, 1857)

 

(ABREU, Casimiro de. In: Obras completas. Rio de Janeiro, Ed Zélio Valverde, 1943. p.20-2.)



Categoria: literatura
Escrito por prof. gallileo às 17:47:54
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